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Educação

Sisu fecha hoje (9/4) inscrições para um semestre atípico

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Sistema de Seleção Unificada (Sisu) encerra hoje as inscrições e, em meio ao “leilão” de notas para garantir uma vaga em universidade federal, pelo menos uma faceta da educação superior já está definida. Ao contrário de anos anteriores, grande parte de quem ficar de fora de instituição pública não correrá para se matricular nas particulares. Entre pandemia e crise econômica, a palavra prudência parece tomar o lugar do sonho da graduação. Já na corrida das federais, especialista alerta para “pegadinha” do sistema.

Num ano de adiamento excepcional do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e de toda a cadeia que dele depende, foi quase consenso entre as faculdades particulares postergar o período de matrículas do primeiro semestre de 2021, na expectativa de captar estudantes não aprovados por meio do Sisu. Mas, a segunda edição da pesquisa Observatório da educação superior: análise dos desafios para 2021 mostra um cenário igualmente atípico.

Os que querem se inscrever em algum curso imediatamente representam pouco mais de um quarto dos entrevistados (27%). O contexto econômico, o aumento no número de casos de contaminação por COVID-19 e a baixa taxa de vacinação da população levaram 38% a esperar um pouco mais e só entrar na graduação no segundo semestre. A incerteza também é grande: 24% não sabem quando entrarão para o ensino superior, enquanto 10% só pretendem fazê-lo daqui um ano.

O levantamento foi feito depois da divulgação das notas do Enem pela empresa de pesquisas educacionais Educa Insights em parceria com a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes). “Dois terços da base de entrevistados receberam auxílio emergencial. Para 56%, a interrupção afetou a decisão do curso superior”, afirma o diretor da Educa Insights, Daniel Infante.

“Quem recebe auxílio emergencial é a classe menos favorecida economicamente e isso vai ao encontro do que temos martelado e tentado mostrar ao governo: que precisamos ampliar a política do Fies para essas pessoas terem aceso à educação”, completa o diretor-executivo da Abmes, Sólon Caldas. A pandemia surgiu como golpe duro para o setor, que vinha amargando queda de 700 mil para 50 mil contratos firmados pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) nos últimos sete anos, pondo em risco o aumento do acesso ao ensino superior. “Para reverter, o governo precisa fazer política pública que atenda o interesse dos alunos e não tratar educação como possível rombo fiscal”, ressalta Caldas.

Para o presidente da Abmes, Celso Niskier, a retração só não é maior por causa da educação a distância. “Preços mais acessíveis são alternativa para recuperação. Por isso, é importante as instituições investirem na inovação e adaptar modelos para oferecer educação de mesma qualidade, mas de maneira mais acessível.”

SISU Se nas particulares a captação do início do ano parece definida, nas federais, a primeira parte do jogo encerra nas próximas horas, com mostras de que essa partida terá nuances diferentes de anos anteriores. Até ontem, notas de cortes, principalmente dos cursos mais concorridos, como medicina e algumas engenharias, estavam mais altas. Mas nada que desanime os candidatos, caso o novo sistema de inscrições também guarda surpresas indesejadas, como explica o diretor de Ensino do Bernoulli, Rommel Domingos.

Segundo ele, a redação é um dos pontos que fizeram “inflacionar” as notas de corte: mesmo que apenas 28 candidatos em todo o país tenham cravado nota mil, aumentou o número daqueles que tiraram notas acima de 900, com destaque para pontuações na faixa de 980. A nota da produção de texto é considerada decisiva no Enem e, logo, no Sisu.

A segunda explicação tem a ver com um processo implementado no sistema ano passado e considerado falho pelo especialista. “Na simulação, o aluno joga uma nota alta em duas opções. A simulação o põe nas duas vagas e, com isso, sobram menos lugares. Quando de fato essas notas forem distribuídas, essa vaga sai e a nota cai”, explica. Ele dá como exemplo o curso de medicina da UFMG, ano passado, que no último dia de inscrições do Sisu fechou com nota de corte em 799 e, na segunda-feira, com as notas e vagas já distribuídas, caiu para 794.

“O estudante que estiver muito longe do corte sabe que não conseguiu, mas aquele que estiver 10 ou 15 pontos está vendido, sem saber se será ou não aprovado”, diz Rommel Domingos. “Objetivamente, se o corte de um curso é 800, o aluno pode pensar que ele cairá de uns seis pontos e depois tem lista de espera que faz cair mais uns 10. Se ele tiver até 785 pontos faz sentido querer a vaga. Com 20 a 30 pontos de distância não entra mais na lógica do sistema.”

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Educação

Parauapebas: Prefeitura entregou mais uma Escola de Educação Infantil

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A Prefeitura de Parauapebas entregou, nesta terça-feira (25), mais uma escola de Educação Infantil para a comunidade da Capital do Minério. A solenidade de inauguração ocorreu às 16 horas e, devido às restrições sanitárias por conta da pandemia, foi transmitida por meio de Live.

A Escola de Educação infantil Jonas Barros do Amaral está Localizada na Avenida B, Quadra 286, Lote Especial, no Bairro Cidade Jardim. A instituição atenderá cerca de 240 crianças com idade entre 1 e 3 anos, em dois turnos: matutino e vespertino.

A nova creche faz parte do programa Proinfância do governo federal, construída em parceria com o governo municipal. Segundo a prefeitura, o novo espaço é amplo e confortável e é constituído por oito salas de aula, sala dos professores, sala multiuso, lactário, fraldário, sala de alimentação, cozinha industrial, lavanderia, copa, banheiros, brinquedoteca, parquinho, além do bloco administrativo, tudo com acessibilidade.

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Educação

Estudantes de Parauapebas são preparados para a OBA

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Nos dias 27 e 28, ocorre, em todo o país, a prova da 24ª Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), organizada pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e Agência Espacial Brasileira (AEB) para estudantes do Ensino Fundamental e Médio.

Os alunos da rede municipal de ensino de Parauapebas já estão sendo preparados para a avaliação, há algum tempo, por meio de revisão de conteúdos e atividades. E ontem, 24, às 19 horas, ocorreu uma Live de revisão de conteúdo e incentivo à participação. O evento intitulado “OBA 2021 – Um bate-papo astronômico” contou com a participação de educadores e convidados especiais.

O evento obteve uma ótima interação com o público estudantil, alcançando centenas de acessos instantâneos e milhares de visualizações. Segundo a técnica de Ciências da Secretaria Municipal de Educação (Semed), Leilane Bicho, a Live alcançou os objetivos propostos. “Nossas expectativas foram superadas, principalmente no sentido de engajamento e participação. Assim, acreditamos que haverá uma maior participação dos alunos nesta edição da OBA”, destaca.

O professor Paulo Roberto, da escola Municipal de Ensino Fundamental Faruk Salmen, também participou da Live. Durante o evento, ele reforçou a importância das olimpíadas e o quanto o município tem procurado organizar os alunos para a prova. “A nossa ideia é preparar os alunos das mais diversas formas possíveis e a Live é mais uma ferramenta”, comenta.

 

Mobfog

Paralelamente à OBA ocorre a Mostra Brasileira de Foguetes (Mobfog), que já está em sua 15ª edição. A iniciativa tem caráter experimental. Para participar, os alunos precisam construir e lançar seus foguetes a partir de uma base de lançamento, sendo que as melhores marcas obtidas por cada criança são enviadas para a avaliação e classificação da Mobfog.

Muitas escolas municipais também estão estimulando a participação de seus alunos na Mostra e os lançamentos já estão sendo realizados. Na manhã de ontem, 24, dezenas de alunos da escola Luiz Magno de Araújo marcaram presença na praça do Bairro Alvorá, zona sudeste, para realizarem seus lançamentos.

A aluna Whany Agatha Couto Dias, do 8º ano, construiu um belo foguete e já na segunda tentativa alcançou a distância de 100 metros. “É a primeira vez que participo da Mobfog e está sendo uma experiência incrível. Aprendi muitas coisas interessantes e ainda poderei conquistar uma medalha. Estou muito feliz em participar”, afirma a estudante.

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Educação

Departamento de valorização dos servidores da Semed oferece diversos serviços

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Em 2021, o Departamento de Valorização do Servidor, da Secretaria Municipal de Educação (Semed), ampliou o leque de serviços e passou a oferecer atendimentos diversos aos profissionais da pasta.

Segundo a coordenadora do Devass, Kelly Betânia Reis, o departamento busca proporcionar ações de valorização e apoio aos servidores da Semed, com vistas às práticas de autocuidado e melhoria da qualidade de vida. “Temos uma equipe multidisciplinar, composta por esteticista, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, psicólogo, educador físico e neuropsicopedagogo, disposta a orientar e contribuir com a saúde física e mental de nossos servidores, além de promover ações preventivas e de melhoria da qualidade de vida e autoestima”, ressalta a coordenadora.

O secretário de Educação, Leal Nunes, lembra que a Prefeitura de Parauapebas já instituiu há bastante tempo uma política de valorização dos servidores e que o Devass vem somar com a estratégia. “Precisamos valorizar e cuidar melhor daqueles que trabalham em prol de toda a sociedade, o servidor público. A Semed tem buscado dar atenção especial a seus profissionais, e todos nós carecemos de cuidados, principalmente neste momento em que estamos vivendo”, destaca o gestor.

O Devass oferece serviços individuais e coletivos (palestras, rodas de conversas, oficinas, etc.). Para mais informações e para realização de agendamentos, os servidores podem entrar em contato com o departamento por meio do telefone (94) 98403-2786, do email: [email protected] ou comparecer ao espaço localizado na Rua 9, bairro Cidade Nova, no prédio do antigo Colégio Fênix.

 

Texto: Messania Cardoso

Fotos: Lucas/Semed

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