TAXA DE JUROS ATINGE A MENOR MARCA HISTÓRICA

TAXA DE JUROS ATINGE A MENOR MARCA HISTÓRICA

ECONOMIA – TAXA DE JUROS

Com inflação em baixa e retração da atividade econômica, Banco Central reduz a SELIC ao patamar mais baixo desde 1986

Em março de 2018, o banco central nasce uma nova redução na taxa básica anual de juros chamado SELIC. Foi a 12ª baixa consecutiva no índice, que atingiu 6,5% ao ano, ao menor patamar desde o início da série histórica, em 1986. A queda acentuada nos juros chamar atenção pelo fato de o Brasil ter convivido com elevadas taxas nos últimos anos.
O controle sobre a taxa de juros é um dos mais importantes instrumentos da política econômica de um governo. Isso porque o aumento ou a redução dos juros tem implicações diretas sobre a inflação e o crescimento da economia de um país. Portanto, A decisão do Banco Central deve ser analisada a partir da recente conjuntura recessiva, no qual o produto interno bruto (PIB) brasileiro e começa a se recuperar após um longo período de retração.

JUROS
Os outros podem ser entendidos como o custo do dinheiro, ou seja, o valor a mais que alguém que toma um empréstimo pagar que emprestou o dinheiro que se Empresta se chama crédito, que é essencial para movimentar a economia, garantindo recursos para que empresas façam investimentos e consumidores adquiriram bens e serviços.
Quando o banco central anuncia uma queda nos juros, na prática Isso significa que o órgão irá aumentar a quantidade de moeda em circulação, O que torna a oferta de crédito mais farta-com mais dinheiro na economia, fica menos honesto obter empréstimos; quando juros sobem, ocorre o contrário: diminui a circulação de dinheiro e sobe o custo do crédito.

INFLAÇÃO
A definição da taxa de juros pelo banco central tem como objetivo cumprir a meta de inflação estipulada anualmente pelo governo. A inflação é a elevação geral dos preços e costuma ter um efeito perverso na economia porque diminui o valor de compra do dinheiro. Em 2015, a inflação oficial acumulada chegou a 10,67% O que significa que um produto simbólico que custava R$ 100 em janeiro daquele ano passou a custar R$ 110,67 em dezembro.
Diante do aumento seguido dos preços, ao banco central Doutor política de juros altos chegou a 14,25% entre 2015/2016 como ficou mais caro contratar empréstimos, os investimentos das empresas e o consumo das pessoas estarem cara. Contribuíram também para queda no consumo a recessão e o desemprego, que provocaram uma significativa concentração na renda da população.
Neste cenário, inflação perdeu força em 2016 e atingiu 2,95% em 2017, ficando, inclusive, abaixo da Meta para aquele ano, que era de 4,5%. Com os preços relativamente sobre controle, o banco central percebeu que havia margem para reduzir ainda mais a SELIC em 2018, até atingir a baixa Histórica de 6,5% em março.

INFLAÇÃO EM BAIXA
Os juros e a recessão exerceram menos pressão sobre os preços, estimulando as promoções

Atividade econômica
Outros fatores decisivos para o banco central reduziu a taxa de juros foi a prolongada recessão que abateu o país. O PIB brasileiro, que a soma do valor de todos os bens e serviços, produzidos e distribuídos e consumidos no país, despencou 8,2% entre o segundo trimestre de 2014 e o quarto trimestre de 2016.
Em cenário de retração Econômica ocorre que as empresas têm desconfiança em contrair crédito para investir na produção e as pessoas ficam mais reticentes em ir às compras, devido à falta de garantia de que terão como arcar com os juros dos financiamentos. A redução da SELIC foi vista como uma importante ferramenta para retomar a atividade econômica dos financiamentos mais baixos atraem consumidores; O aumento na demanda estimula as empresas a investir na produção, fazendo engrenagem da economia girar novamente.
No entanto, a SELIC é apenas a taxa de referência para o custo do crédito no Brasil, o que não significa que todos os empréstimos contraídos no mercado terão uma cobrança de 6,5%. Isso porque os bancos ainda embutem no valor do empréstimo os custos operacionais (e salários e impostos etc.), O risco de inadimplência e o seu próprio lucro com a operação. É por isso que os juros do cheque especial e do cartão de crédito costumam ser bem maiores do que a SELIC. Dessa forma, mesmo com a queda histórica na taxa básica dos juros igual ao custo médio dos empréstimos nos Bancos era de 33% ao ano em abril, o que dificulta a obtenção de crédito para o consumidor geral.

Juros reais elevados
Apesar da queda na SELIC, o Brasil continua entre os países que aplicam as mais altas taxas de juros reais, ou seja, descontada a inflação. Até maio de 2017 o Brasil era líder em juros Real em um aqui de 40 países compilados pelo site MoneYou. Com a política de redução dos juros, o Brasil passou para sétima posição-sua melhor colocação desde que o levantamento começou a ser feito, 13 anos. Em junho, o ranking era liderado pela Argentina, com 23,89% ante 2,91% do Brasil.

SAIU NA IMPRENSA
LUCRO DOS BANCOS REPRESENTA 14% DO CUSTO DO CRÉDITO EM 2017, DIZ BC
A margem financeira dos bancos, ou seja, seu lucro, representa 14,04% do custo do crédito em 2017, informou o banco central nesta terça-feira (12) por meio do relatório de Economia bancária. (…)
De acordo com a instituição, o componente da inadimplência é aquele que tem mais peso na definição do custo do crédito, respondendo por 38,27% do total no ano passado, seguido pelas despesas administrativas (25,55%) e tributos e fundo garantidor de crédito (FGC) – com 22,13%.
O BC informou que, quanto maior a taxa de inadimplência “maior a taxa de juros necessária para cobrir a perda com a inadimplência”. (…)
Com relação aos chamados os custos administrativos, diretor de política econômica do BC, Carlos Viana, afirmou que evidências sugerem que o valor é “relativamente alto” no Brasil o. “tem a ver com questões trabalhistas, de segurança (…)”, Disse. (…)

RESUMO
Juros e inflação
JUROS Os juros são os valores a mais que alguém que toma um empréstimo pagar que emprestou. O controle sobre a taxa de juros tem implicação direta sobre a inflação e o crescimento da economia. No Brasil, o banco central define regularmente a taxa básica de juros (SELIC), que em março de 2018 atingiu 6,5% ao ano, o menor patamar desde o início da série histórica, em 1986.
INFLAÇÃO A inflação é a elevação Geral de preços, chegou a atingir 10,67% em 2015 para controlar os preços, o banco central e levou a SELIC entre 2015 e 2016, como forma de restringir o crédito e reduzir o consumo. A queda na renda provocada pela Redenção também afetou a demanda e, com isso, inflação caiu: em 2017 fechou em 2,95%, abaixo da Meta.

RETOMADA DO CRESCIMENTO
A taxa de juros também é utilizada para estimular a economia. A reduzir os juros, o crédito se torna mais barato, estimulando a aquisição de empréstimos para empresas e pessoas, o que faz a roda da economia girar com o aumento da demanda e da produção. No entanto, os juros cobrados pelo mercado ainda não refletem a queda na taxa SELIC, pois os bancos embutem os custos da operação na taxa que disponibiliza as pessoas.

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