A REVOLUÇÃO DA INDÚSTRIA 4.0

A REVOLUÇÃO DA INDÚSTRIA 4.0

EM MEIO ÀS INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS QUE ESTÃO MUDANDO AS FORMAS DE PRODUÇÃO E TRABALHO, BRASIL LANÇA AGENDA PARA TENTAR RECUPERAR O ATRASO DO SETOR INDUSTRIAL

Em março de 2018, o Brasil lançou as bases da sua agenda para quarta Revolução Industrial, ou indústria 4.0 o objetivo é tentar recuperar o tempo perdido e deixar a indústria Nacional competitiva diante das enormes e rápidas transformações tecnológicas que vem alterando a forma de enxergar e conduzir os processos produtivos em todo o planeta.
O termo quarta revolução industrial quais referência aos três grandes saltos tecnológicos ocorridos no processo Industrial, responsáveis por provocar profundas mudanças na história da humanidade, mas essa nova fase, se refaz em alta velocidade, não se caracteriza pelo predomínio de um único novo conceito tecnológico, como ocorreu no passado. Ela é marcada pela integração das várias tecnologias disruptivas, cada uma delas evolucionária por si só. E elas são chamadas de disruptiva justamente porque, em vez de ser em uma evolução dos padrões já conhecidos, rompe com eles, tornando-os obsoletos. Na quarta Revolução Industrial, dispositivos e equipamentos, físicos ou não, são interligados uns aos outros pela internet, produzindo uma conexão dos Mundos digitais e físicos com o ser humano. Assim, robôs, Máquinas inteligentes, sistemas que absorvem informações e os processos sozinhos estão transformando a lógica da produção e do trabalho ao redor do mundo.

Atraso Industrial
A velocidade dos avanços atuais não tem precedentes na história e, nesse sentido, o Brasil foi ficando para trás. Em grande parte, o atraso da indústria Nacional foi provocado por fatores como a longa crise econômica e a falta de incentivo ao setor, em contra. Ao apoio a outros sedimentos, como O agronegócio. Mas o encolhimento vem de longe. A participação da indústria na economia Nacional de cai a pelo menos quatro décadas. Em 1980 no setor corresponde a 40,9% do PIB, mas havia acolhido para 22,7% em 2015.
Entre as razões para esse processo de desindustrialização – a perda da relevância da indústria para o conjunto da economia-estão as políticas de abertura para importação de produtos, que colocaram a indústria Nacional em concorrência com manufaturados estrangeiros a partir dos anos 1990, e o chamado custo-Brasil. A expressão se refere aos principais entraves para o investimento no país, como juros elevados, baixa qualificação de mão de obra, exercício burocracia e gargalos na infraestrutura de transporte para escoar a produção, o que encarece os produtos finais e afeta a sua competitividade.

Processo tecnológico
O baixo índice de automação também é um dos que contribuem para a desaceleração industrial no Brasil o país está entre os mais atrasados neste aspecto. No ranking global de inovação elaborado pelo Instituto europeu de administração de empresas (Insead), o Brasil aparece na 69ª colocação entre as nações mais avançadas. E, o pior, em queda. Segundo especialistas, o principal motivo para isso é a instabilidade Econômica. Uma empresa vai pensar muito antes de gastar milhões de reais em robô sem ter a segurança de que terá o retorno do investimento. A falta de incentivos governamentais, que a agenda indústria 4.0 pretende suprir, e de uma política permanente para inovação tecnológica também são causadas do problema.
Neste cenário, agenda brasileira para a indústria 4.0 se apresenta como um conjunto de propostas e iniciativas para acelerar o processo tecnológico brasileiro estimulando estratégias empresariais e políticas públicas. Comandada pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), órgão vinculado ao ministério da indústria comércio exterior e serviços, ela reúne mais de 50 instituições empresariais, do Governo da Sociedade. Novo para outro objetivo da agência é a redução de custos, que viria por ganhos de eficiência e redução nos gastos de manutenção de máquinas e no consumo de energia. Para atingir essa meta, ela propõe um diagnóstico de cada empresa medindo seu potencial e avaliado parceiros que tenham convergência tecnológica e possibilidades complementares. Também trabalha com a redução governamentais e acesso a créditos específicos.

A revolução 4.0 pode produzir uma massa de desempregados e aumentar ainda mais as desigualdades sociais

Consequências no trabalho
Essas grandes mudanças tecnológicas que estão em curso devem alterar totalmente a dinâmica do trabalho no mundo. De um lado, os entusiastas da revolução 4.0 defendem que ela proporcionar um cenário onde as pessoas trabalhei menos, tenha mais oportunidades para o lazer e os estudos e sejam beneficiados por toda a tecnologia produzida, se tornará cada vez mais acessível. Segundo esse pensamento vindo e Santa Maria do setor de serviços em inglês que poderia absorver parte dos empregados da indústria. Mais, mesmo aí, a tecnologia tem reduzido a necessidade da participação humana, como já se ver em site de compras, bancos e agências de viagem, por exemplo.
Na outra ponta, os críticos consideram que, com mais máquinas e dispositivos ocupando o lugar de humanos, as vagas de emprego se tornaram mais escassas. As estimativas apontam que até 2020 deixaram de existir 7,1 milhões atuais empregos do mundo. No Brasil, calcula-se que até 2030 cerca de 15,7 milhões de trabalhadores serão afetados de alguma forma pela automação, seja por extinção de funções seja pela necessidade de mudar de área.
Ao mesmo tempo, os postos restantes serão ocupados por pessoas com necessidade de qualificação cada vez maior. Num mercado de trabalho mais disputado, o desenvolvimento de habilidades adicionais pode custar caro. Assim, Pessoas com maior poder aquisitivo vão ter mais condições de se especializar e conseguir os melhores postos de trabalho, aumentando a desigualdade social e econômica. Além disso, como muita gente vai ficar sem emprego, a disputa pelas vagas existentes aumenta, o que tende a diminuir os salários.
Numa avaliação mais crítica, a Revolução 4.0 pode desenvolver uma massa de desempregados em paralelo na história, ampliando ainda mais as desigualdades socioeconômicas.
Relatório da instituição britânica Suton Trust, divulgado em 2017, prevê que a acentuação da automação aumentará ainda mais a diferença entre pobres e ricos que os governos não promoveram em ações para enfrentar Os Novos Tempos. Essa percepção tem provocado debates em torno das mudanças da divisão internacional do trabalho (DIT), que explica como funcionam as relações econômicas de produtos trabalho entre nações desenvolvidos e em desenvolvimento. As mudanças tecnológicas podem acentuar a hegemonia de países ricos, setenta do capital e da tecnologia, sobre os demais.

Renda mínima
Nos países mais desenvolvidos onde as inovações tecnológicas avançaram mais, já você percebe sinais permanentes de altas taxas de desocupação. Especialistas têm um risco da criação de uma elite de empresários e trabalhadores cada vez menor diante de um cenário global de pobreza. Como alternativa para o quadro, já estudou medidas para reduzir o impacto das mudanças. As principais é uma criação de um programa mínimo universal, em que o estado garante uma renda básica a todos os cidadãos sem qualquer contrapartida.
A Finlândia lançou em 2017 um projeto Piloto para testar esse programa. Ele previa, durante dois anos sem para 2000 pessoas desempregados de 20 a 50 anos recebessem o equivalente a R$ 2,000.00 sem necessidade de contrapartida e com direito a programas como auxílio para moradia e creche.
A ideia era que a ação fosse avaliada a partir de 2019 e pudesse ser adotada definitivamente. No entanto, é ações da sociedade contra a distribuição de dinheiro público sem nenhuma exigência levaram o governo finlandês anunciar que não vai continuar com o projeto em 2019 pretende estudar outras opções. A renda mínima, no entanto, continua sendo considerada a principal saída para as prováveis crises de desemprego que se anunciavam e vem sendo testada em escalas menores em regiões da Holanda e do Quênia, na província canadense de Ontário e na cidade de Livorno, na Itália, e de São Francisco, nos Estados Unidos.

Desemprego global
O temor de um futuro tomado pelo desemprego em escala Global tem dado sinais nas décadas recentes e se acentua com a aceleração da revolução tecnológica. Segundo o relatório da organização internacional do trabalho publicado em janeiro de 2018, a recuperação da economia mundial permite estabilizar os números do desemprego Global, mas este equilíbrio é frágil. A taxa mundial de desocupação foi de 5,6% em 2017, O que representa mais de 192 milhões de pessoas desempregados no planeta organização também alerta para a disparidade na geração de empregos nos diferentes grupos de países.
Na América Latina, por exemplo, a crise produzir Impacto maior e o desafio a retomar o desenvolvimento econômico, diminuir a taxa de desocupação e, ao mesmo tempo, encontrar maneiras de absorver acrescente parte da população que chega a idade de trabalhar. O cenário é semelhante na Ásia e na África. os países europeus e da América do Norte, o problema é o desemprego de longa duração, que reflete a dificuldade de recuperação de certos setores da economia.
Conseguir trabalho para os jovens é outro Desafio o relatório tendências globais de emprego para a juventude.

Nós países em desenvolvimento, o emprego vulnerável afeta três em cada quatro Trabalhadores
2017, da OIT emprego juvenil atinge 71 milhões de jovens no mundo, com Projeção de alta. Na América Latina e no Caribe, a taxa de desocupação de verificou em 19,6% em 2017 1.4 não é bom nem entre os jovens que estão empregados, pois é tempo dele é 76,6% deles estão na informalidade.

Trabalho precário
Essas preocupações reforçam receio de que a expansão do processo de automação das empresas diminua as vagas de empregos formais em todo mundo. Tal situação pode empurrar mais pessoas para formas de trabalho precárias e até mesmo para trabalhos em condições análogas à escravidão. Segundo a OIT,1,4 bilhão de trabalhadores ocupava empregos vulneráveis em 2017 com esse movimento de emprego três em cada quatro trabalhadores.
A informalidade é grande referência para medir a qualidade do mercado de trabalho. Trabalhadores informais são aqueles que não tem nenhum tipo de vínculo com a empresa onde trabalho e nem registro profissional e, portanto, não são protegidos por direitos trabalhistas, como Previdência Social, FGTS, férias e 13º salário os informais podem ser Empregados de Pequenas Empresas, como uma loja; Trabalhadores da Agricultura que recebem por tarefas; Autônomos, como pedreiros ou eletricistas; Veloso revendedores no regime porta-a-porta. Com a constante queda da ocupação com carteira assinada no fim do ano passado, pela primeira vez desde o início da medição, o número de trabalhadores informais superou o de formais no Brasil segundo o IBGE em dezembro de 2017 trabalhadores sem carteira assinada era 34,2 milhões contra 33,3 milhões na formalidade.

Reforma trabalhista
foi nesse contexto que o Congresso Nacional aprovou em 2017 dois projetos que alteram significa mente a legislação trabalhista e que podem mudar a forma como as pessoas se relaciona com o trabalho. Foi a chamada reforma trabalhista; o outro, a lei que flexibilizou a terceirização do Emprego. Entre as principais mudanças trazidas pela reforma trabalhista estão:
Jornada de trabalho intermitente com a reforma vincula O empregador pode determinar jornadas variáveis de trabalho, em dias e horários definidos pela empresa, e os períodos de descanso podem ser menores. Também foi criado o trabalho intermitente em que o empregador convoca o trabalhador apenas quando houver tarefas a cumprir. Nos momentos de ociosidade ou redução da produção da empresa, ela não é obrigada a pagar os períodos em que ele fica aguardando o chamado. Esse fator, dizem os críticos, vai reduzir os salários reais.

Negociado sobre o legislado outro. Estabelece que os acordos feitos diretamente entre empresas e trabalhadores prevalecem sobre a legislação. Para os críticos, isso para agiliza as negociações, pois, tem a figura dos sindicatos ou da Justiça Trabalhista como intermediários, o empregado tem de discutir suas reivindicações diretamente com seu patrão, criando um ambiente de negociação desequilibrado devido a desigualdade de força entre patrão e empregado.

Ações trabalhistas a reforma também determinou que quem perdeu um processo trabalhista tem que sim responsabilizar pelos custos advocatícios de ambas as partes. Isso inibe a ação do Trabalhador, que pode desistir de lutar por um direito temendo perder na justiça e tem de arcar com as despesas com advogados. Os efeitos dessa alteração já são visíveis. O número de ações trabalhistas cai 45% na comparação com o primeiro trimestre de 2018 como o mesmo período de 2017.
A reforma foi criada a, de acordo com as entidades patronais, para modernizar as relações de trabalho no país e aquecer a atividade industrial. Eles apontavam a necessidade de adequação à legislação aos modelos dos países desenvolvidos e devolver a competitividade a produção Nacional.
Por outro lado, juízes e promotores do trabalho afirmam que as mudanças vão produzir um quadro de precariedade ao reduzir direitos e dificultar o acesso do Trabalhador à justiça.

Terceirização
o projeto que flexibiliza as regras da terceirização de mão de obra e do trabalho temporário pode ser considerado um apêndice da reforma trabalhista. As empresas normalmente têm funcionários que realizam trabalhos ligados diretamente a sua razão de ser, como Engenheiros de uma construtora ou gerentes de agências bancárias. são as atividades-fim. Há também os trabalhadores que atuam em funções de apoio, como insegurança, limpeza ou telefonia. são as atividades. São atividades-meio.
Antes de a legislação proíbe aqui uma empresa contratasse outra para executar atividades-fim, mas isso Acabou com a nova lei. Assim, uma Metalúrgica não precisa ter torneiro mecânicos em seu quadro funcional, pois pode contratar uma terceirizada apenas pelo período que ele com vier.
A nova lei também mudou as regras para o trabalho temporário, que é quando o empregador contrata o funcionário para uma atividade Pontual, como a execução de um projeto venda por exemplo, com data para terminar com tu o tempo máximo desse tipo de acordo passou de 3 para 6 meses com possibilidade de prorrogação por mais 90 dias. Para os críticos desse modelo, o empregador faça a dispensa do funcionário a seu critério o trabalhador perde toda a segurança de ter um emprego.
As mudanças vão reduzir o desemprego, já que, com peso menor nos gastos com pessoal, os empregadores teriam menos receita que contratar. Também afirma que a terceirização pode ampliar a produtividade, uma vez que permite a contratação de trabalhadores mais especializados apenas pelo tempo necessário contra os opositores da terceirização dizem que ela pode fragilizar a relação do trabalho vem facilitar manobras para descaracterizar o vínculo empregatício, desvalorizar a mão de obra e achatar os salários.

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