MARTIN LUTHER KING – A vida por um sonho

MARTIN LUTHER KING –  A vida por um sonho

o assassinato de Martin Luther King, que lutou pela igualdade de direitos dos negros nos Estados unidos, completa 50 anos

“Eu tenho um sonho de que um dia, nas colinas vermelhas da Geórgia, os filhos de escravos e os filhos de Ex donos de escravos poderão sentar-se junto à mesa da Irmandade. (…) Tem um sonho de que meus quatro filhos deverão um dia em uma nação onde não serão julgados pela cor da sua pele, mas pelo Senhor do seu caráter.” as palavras de Martin Luther King, de seu famoso discurso eu tenho um sonho vendo  proferindo em 1963 ele foi um dos maiores líderes do movimento pelos direitos civis da população negra nos Estados Unidos durante as décadas de 1950 e 1960.

Michael King Júnior. Nasceu em 15 de janeiro de 1929 em Atlanta, na Geórgia, filho de um pastor protestante de uma professora. Adotou o nome Martin Luther King posteriormente, inspirado No Monge alemão Martinho Lutero, figura central da reforma protestante do século XVI desde cedo, viveu na pele a segregação racial respaldada pela lei do Sul dos Estados Unidos.

Aos 17 anos, tornou-se pastor assistente de seu pai. Interessado nos estudos, formou-se em sociologia, teologia e curso ou doutorado em filosofia. Em 1953, casou-se com Coretta Scott Williams com quem teve quatro filhos. Uma de suas primeiras ações na militância em defesa da causa negra acontece em 1955, depois que Rosa Parks, ativista Negra pelos direitos civis, é presa por se recusar a ser de seu lugar a um homem branco em um ônibus em Montgomery, no Alabama. Na época, com a segregação racial institucionalizada, os passageiros negros eram obrigados a ocupar apenas os últimos assentos nos ônibus e, se preciso, da 6 lugares de passageiros brancos.

A partir desse Episódio, Luther King e outros ativistas e simpatizantes da casa passaram a não utilizar ônibus públicos, em um boicote que durou 382 dias e causou prejuízos financeiros a cidade. Como consequência, a suprema corte do país declarou ilegal a segregação em transportes públicos

Martin Luther King defendeu o fim da discriminação racial pela Via pacífica, sem atos de violência

inspirado pelas crianças cristãs e, principalmente, pelo Líder espiritual indiano Mahatma Gandhi e por sua Filosofia de não-violência, Martin Luther King defendia o fim da discriminação racial pela Via pacífica, como manifestações sem violência e atos de desobediência civil. Durante uma campanha não violenta em Birmingham, Alabama, que na época era considerada a cidade mais racista do país, King foi preso, acusado de causar desordem pública. Na prisão, escreveu uma famosa Carta No qual afirmava que as pessoas têm a responsabilidade moral de desobedecer lutar contra leis injustas. ao longo de sua trajetória veículo foi preso, sofreu diversos atentados e sua casa chegou a ser bombardeada.

Luta contra o racismo

em 28 de agosto de 1963, mais de 250.000 norte-americanos acompanharam seu emblemático discurso durante a marcha sobre Washington por trabalho e liberdade, uma manifestação política de grandes proporções que ocorreu na capital norte-americana. Na escadaria de Lincoln Memorial, King defendeu a liberdade, a igualdade e o fim da marginalização dos negros. Por esse ato, foi considerado o homem do ano de 1963 pela revista Time.

A marcha acabou pressionando a administração do então presidente John Fitzgerald Kennedy para que as questões de direitos civis fossem levadas ao congresso. No mesmo ano, Kennedy apresentou a lei dos direitos civis conceito de igualdade Ampla e nacional a todos os norte-americanos. JFK foi assassinado em 1963, e como é o nome do presidente, lyndon Johnson, assinar o ato de direitos civis, em 1964. Por sua luta, Martin Luther King recebeu, aos 35 anos, o Prémio Nobel da Paz daquele ano, sendo a pessoa mais jovem a ganhar o prêmio até então.

A igualdade de direitos iguais, no entanto, existe apenas como lei e não ainda de fato. Por essa razão, Luther King ganhou e participou, em 1965, das famosas marcas de Selma a Montgomery, no Alabama, que reivindicavam o pleno direito ao voto para as pessoas negras. As marchas foram fortemente reprimidas pela polícia, mas acabaram surgindo efeito. O presidente lyndon Johnson se posicionou favoravelmente a uma mudança eleitoral, e a lei dos direitos de voto foi aprovado pelo congresso em 1965. Ambas as leis Ingrid 1964/1965, são Marcos da luta contra o racismo nos Estados unidos, proibido práticas eleitorais discriminatórias e os sistemas Estaduais de segregação racial.

Sua defesa da desobediência civil e da não violência como meio de promover as mudanças sociais necessárias, entretanto, foi contestado por outros grupos de ativistas negros, que avaliavam como lentas as conquistas alcançadas por King. Malcom X, por exemplo, X considerava legítimo o uso da violência como um recurso de autoproteção. E o partido das panteras negras e o grupo revolucionário que lutou contra o racismo vindo era favorável a resistência armada.

O legado

Martin Luther King foi assassinado em 4 de abril de 1968, aos 39 anos, na varanda de seu quarto em um hotel em Memphis Tennessee o autor do Tiro, disparado de fora do prédio, foi identificado como sendo um defensor da segregação racial. O assassinado provocou uma forte revolta nos Estados Unidos em inglês com protestos em mais de 100 cidades em inglês incluindo a capital, Washington .s a violência dos conflitos entre manifestantes e policiais resultou em mais de 40 mortes, 3.500 feridos e 27 mil presos em janeiro, mês de seu aniversário, celebra-se em sua homenagem o dia de Martin Luther King.

 Ainda hoje, se quiserem como grande referência para os movimentos negros que combatem a discriminação racial, a desigualdade e exclusão social veicula como o black lives matter (vidas negras importam). O grupo organiza protestos, principalmente, contra violência policial em relação aos negros e o tratamento discriminatório no sistema de Justiça Criminal dos Estados Unidos.

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