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SUPERAÇÃO

Filha de pedreiro e de costureira, jovem de GO é aprovada em Harvard

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Filha de um servente de pedreiro e de uma costureira, a farmacêutica Thauany Araújo Galvão, de 22 anos, tomou um susto quando abriu o e-mail na última semana de abril, encontrando uma mensagem da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, informando sobre a concessão de uma bolsa de 25% em um de seus cursos de pós-graduação.

A conquista da jovem viralizou nas redes sociais. Sem condições para pagar o restante do curso, ela decidiu fazer uma vaquinha online para arrecadar R$ 30 mil e conseguir estudar na universidade da cidade de Boston, uma das melhores do mundo.

Até mesmo o diretor da escola de saúde de Harvard chegou a parabenizar a jovem na publicação viral.

Thauany vai cursar especialização em Pesquisa Clínica. Ela conta que a aprovação aconteceu por acaso. Ela trabalha como secretária de comitê científico do Instituto de Ciências Farmacêuticas de Goiás, mas queria atuar na área clínica após concluir o curso de farmácia em dezembro de 2020.

“Como não consegui emprego, decidi fazer cursos em inglês para me aprimorar. Pesquisei na internet e apareceu esse de Harvard. Enviei meus documentos, incluindo uma carta de recomendação que minha chefe escreveu. Na semana passada, recebi o email e na hora quase caí para trás”, lembra.

A previsão é de que as aulas comecem em agosto, ainda de maneira remota por conta pandemia, e se estendam até janeiro de 2022.

Thauany ainda espera atualizações para saber quando e se irá se mudar de fato para os Estados Unidos, já que a formatura é presencial.

A especialização custa 4,5 mil dólares, cerca de R$ 25 mil na cotação de hoje, o que é inviável pelas condições financeiras da família.

Do interior à capital em busca do sonho

Thauany trata a oportunidade como uma das mais importantes da vida dela, pois deseja seguir na academia como cientista de farmácia. “Quero ajudar as pessoas com fármacos”, diz.

O desejo da jovem é antigo e faz parte do contexto da família. O servente de pedreiro Florir Lopes Galvão, de 58 anos, e a costureira Egla Araújo Galvão, de 53, acreditaram no sonho da filha de seguir os estudos e se mudaram de Estrela do Norte para Goiânia, em 2015, após a jovem ganhar bolsas de graduação pelo Prouni e OVG (Bolsa Universitária de Goiás).

Thauany é filha da costureira Egla Galvão e do servente de pedreiro Florir Galvão - Arquivo Pessoal - Arquivo Pessoal

Thauany é filha da costureira Egla Galvão e do servente de pedreiro Florir Galvão Imagem: Arquivo Pessoal

 

“Eu havia acabado de sair do ensino médio, fiz o Enem e ganhei uma bolsa de graduação em 2015 e finalizei em dezembro”, detalha.

Ao contar sobre a conquista aos pais, Thauany lembra que ambos não se deram conta da relevância da universidade.

Segundo ela, a ‘ficha “caiu” apenas quando souberam que se tratava da “universidade que aparecia nos filmes“.

“Eles parabenizaram, mas não sabiam o que era Harvard. Os familiares começaram a ligar e foi quando minha mãe soube que a universidade era a mesma que aparecia nos filmes. Começou a gritar e chorar”, relata.

Como ajudar

A jovem já arrecadou 600 dólares, cerca de R$ 3,2 mil, doados pela FacUnicamps (Faculdade Unida de Campinas), instituição onde se graduou em farmácia.

O dinheiro foi usado para pagar a matrícula.

Agora, ela corre contra o tempo para depositar o restante do valor, dividido em duas vezes.

“Tenho até 6 de junho para pagar a primeira parcela, que são 900 dólares [R$ 4,8 mil] e o restante até o fim de agosto, que é quando inicia o curso”, afirma.

A vaquinha virtual pode ser acessada neste link.

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SUPERAÇÃO

Estudante de Recife é uma das vencedoras de concurso de redação da Nasa

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A adolescente pernambucana Isadora Vasconcelos Costa, 12 anos, é uma das vencedoras, entre os concorrentes do Brasil, do Concurso Cientista por um Dia 2020-2021, promovido pela Nasa, a Agência Espacial Americana. Aluna do 7º ano do ensino fundamental da Escola Municipal Complexo Luiz Vaz de Camões, localizada no Ipsep, Zona Sul do Recife, ela participou juntamente com outros 14 mil estudantes do País. Todos tiveram que escrever uma redação, explorando, nos seus textos, ao menos uma das três luas que a sonda Voyager 2 da Nasa, lançada em 1986 ao espaço, visitou durante sua jornada histórica pelo sistema solar.

A tarefa dos estudantes era estudar as luas de Urano (Ariel, Oberon e Titânia) e escolher entre elas qual seria a melhor opção para retornar com outra espaçonave e aprender mais sobre esses mundos. “Gosto muito de escrever e desenhar. Às vezes me expresso melhor escrevendo ou desenhando do que falando pois consigo mostrar meus sentimentos”, afirma Isadora. “Na minha redação, comparei a lua Ariel com os contos de fadas pois a princesa Ariel é minha favorita”, conta Isadora.

Ela diz que estudou alguns dias sobre as luas antes de iniciar o texto. A proposta de participar do concurso surgiu do professor de geografia Alamy Veríssimo, em janeiro. No mês seguinte, em fevereiro, ela fez a redação. “Passei dois ou três dias para concluir. Mostrei aos meus pais e depois mandei para um primo que estudou cultura inglesa na Inglaterra para que ele traduzisse. Não esperava ganhar o concurso, fiquei surpresa e muito feliz”, afirma Isadora. Como prêmio, ela terá um certificado da Nasa e a sua redação será colocada no site do concurso.

No certame, a Nasa divide em três categorias: fundamental 1, para alunos dos 6º e 7º anos; fundamental 2 para estudantes do 8º e 9º anos e ensino médio para os jovens dessa última etapa da educação básica. É diferente, na divisão das fases na educação brasileira, que considera fundamental 1 as séries do 1º ao 5º ano. Isadora venceu, portanto, na categoria do fundamental 1. O resultado saiu no começo deste mês.

Leia o texto que Isadora escreveu e foi vencedor

Ariel: do mundo da fantasia à realidade de um mundo fantástico

Arieliano, vulgo “Ariel”, é uma lua de Urano que aparenta ter saído de um conto de fadas, assim como Ariel dos contos infantis, desbravadora de um Novo Mundo. A “nova Ariel”,
real, apresenta-se muito mais misteriosa e, com certeza, com desafios maiores para a humanidade, uma humanidade à beira de um colapso civilizacional.

Ariel é uma lua esbranquiçada e reluzente, tão “brilhante” quanto os olhos da Ariel dos contos de fada. Sua superfície cheia de crateras mostra apenas o quanto ela pôde ser alcançada por corpos celestes. A composição de Ariel é de aproximadamente 70% de gelo (água congelada, dióxido de carbono em estado sólido e, possivelmente, também gelo de metano) e 30% de rochas compostas por silicatos. Elementos que não nos são desconhecidos.

Os recursos na Terra são finitos e a escassez cada vez mais evidente. Poucas pessoas, as mais ricas, se apoderam dos recursos e deixam a maioria da população quase sem nada; neste sentido, a sustentabilidade parece um conceito vazio. E é à beira desse colapso que a humanidade voltará seu olhar para o espaço, tão cheio de perspectivas. Seria possível os humanos se adaptarem a um novo ambiente? Seria tão impossível acreditar que a nossa ciência, curiosidade e veia desbravadora não nos levaria tão longe? Ou mesmo nossa cobiça?

Sendo assim, imaginar que um dia poderíamos habitar outra órbita que não seja a da Terra pode ser muito empolgante. Mas o mais interessante de “Ariel” é o quanto essa Lua guarda
algumas similaridades com alguns desafios que a humanidade já enfrentou, como: gelo, paisagens desérticas e crateras lunares. Neste sentindo, vislumbra-se a criação de mecanismos capazes de nos permitir explorar o espaço e expandir não apenas as fronteiras tecnológicas, mas as fronteiras da humanidade.

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Educação

Filho de agricultores que fez 980 na redação do Enem é aprovado em matemática: ‘sonho ser professor na minha cidade’

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João José de Souza Silva, de 18 anos, não escondeu a emoção de ser aprovado nesta sexta-feira (16) para o curso de licenciatura em matemática na Universidade Federal do Piauí (UFPI) através do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Filho de agricultores e estudante da rede público, ele atingiu 980 na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2020.

“Mesmo diante de tantas dificuldades, falta de internet e a pandemia, a minha emoção ao conseguir essa vaga foi muito grande, pois sou primeiro da família a ingressar no ensino superior. Vou fazer o curso de licenciatura em matemática porque tem vontade ser professor e ensina na minha região que eu moro, admiro demais essa profissão de educador, de transmitir conhecimento a sociedade”, declarou.

O jovem mora na zona rural de Acauã e passou para a universidade em Picos, 167 km entre os dois municípios ou quase três horas de viagem. Para o estudante, a distância não será um empecilho para alcançar o sonho de ser professor.

“A trajetória não vai ser tão fácil. Primeiro que a minha faculdade fica muito longe de onde eu moro, e eu ainda não tenho o local para morar em Picos. Só sei que sempre tive vontade de cursar matemática e agora vou realizar o meu sonho”, comentou João.

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