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Dia da Educação: impactos da pandemia podem comprometer ensino até 2024

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Hoje (28/4) é comemorado o Dia Mundial da Educação. A data é celebrada há mais de 20 anos, desde que foi organizado o Fórum Mundial de Educação de Dakar, no Senegal. Durante o Fórum, 164 nações assinaram um documento e firmaram o compromisso de investirem em políticas públicas para educação básica.

Angela Dannemann, superintendente do Itaú Social, explica que o Brasil foi um dos países que ficou mais tempo com as escolas fechadas, por isso os estudantes perderam a forma mais comum de aprender: com interação social.

Angela Dannemann, superintendente do Itaú Social, reforça que a educação garante o acesso aos demais direitos

Angela Dannemann, superintendente do Itaú Social, reforça que a educação garante o acesso aos demais direitos(foto: Patricia Stavis/Divulgação)

“De repente, a relação pessoal e direta desapareceu e causou um abalo grande demonstrado em pesquisas em relação à parte mais socioemocional. O aumento da ansiedade, tristeza, agressividade, mas a parte principal é a interlocução da aprendizagem”, pondera a mestre em administração. “Pesquisas mostram que isso vai gerar consequências negativas de aprendizado até 2024.”

De acordo com a última pesquisa encomendada ao Datafolha pela Fundação Lemann, Itaú Social e Imaginable Futures, 69% dos pais e responsáveis dizem que os estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental terão atraso em seu processo de alfabetização, com prejuízo ao ensino.

Além disso, Angela também ressalta que algumas famílias acreditam que as crianças da pré-escola terão o aprendizado comprometido porque não podem aprender na frente de uma tela. A pandemia, apesar de ter avançado na tecnologia, também deixou a desigualdade tecnológica em foco.

Entidades promovem live sobre alfabetização na pandemia

Para celebrar a data do Dia Mundial da Educação e engajar a sociedade nas discussões sobre a qualidade da educação, a Fundação Lemann, o Instituto Natura e a Associação Bem Comum promovem uma live sobre alfabetização na pandemia nesta quarta-feira (28/4), às 17h30.

A transmissão será feita pelo Facebook da Fundação Lemann, com tradução em libras. O evento contará com a moderação da influenciadora Lorena Carvalho, a professora Coruja. Participarão do debate Mara Mansani, vencedora do Prêmio Educador Nota 10 em 2014; Marcia Ferri, gerente de projetos no Instituto Natura; e Fátima Melo, coordenadora pedagógica da Escola José de Matta e Silva, em Sobral (CE).

Pandemia permitiu alguns avanços na educação, segundo especialista

Fernando Barcelini, cofundador da plataforma de ensino bilíngue Realvi, a tecnologia pode ajudar a reduzir as desigualdades

Fernando Barcelini, cofundador da plataforma de ensino bilíngue Realvi, a tecnologia pode ajudar a reduzir as desigualdades(foto: Arquivo Pessoal)

Para Fernando Barcelini, cofundador da plataforma de ensino bilíngue Realvi, a pandemia é um catalisador dos avanços na educação e a tecnologia, se bem aplicada, pode auxiliar nesse processo de redução das desigualdades.

“Ainda que saibamos que boa parte da população não tenha acesso a computadores e à internet, a tecnologia tem o poder de reduzir as desigualdades, pois habilita a multiplicação do conhecimento e extrapola o espaço físico da sala de aula”, reforça. “Talvez não vejamos esse avanço no curtíssimo prazo, mas certamente o reflexo será positivo daqui a alguns anos.”

Educação dá acesso a todos os outros direitos

Para a superintendente do Itaú Social, Angela Dannemann, a educação precisa ser celebrada todos os dias, pois é ela que facilita o acesso aos direitos e deveres dos cidadãos. “A educação é um direito que habilita e dá a possibilidade de enxergar todos os outros direitos. A gente só consegue enxergar que tem direitos quando a gente se educa”, explica.

Raphael Coelho, CEO da plataforma TutorMundi, afirma que o dia da educação é para comemorar a liberdade de estudo

Raphael Coelho, CEO da plataforma TutorMundi, afirma que o dia da educação é para comemorar a liberdade de estudo(foto: Arquivo Pessoal)

Raphael Coelho, CEO da plataforma de tutoria on-line TutorMundi, afirma que o Dia da Educação é para comemorar a liberdade de estudo. “Eu acredito que, muitas vezes, a gente não percebe o quanto é difícil chegar nesse ponto onde as pessoas têm liberdade de estudar, de expressar, de pesquisar qualquer coisa que seja”, diz.

Engenheiro de formação, ele foi convidado para ser professor de matemática com apenas 18 anos, após ser o primeiro colocado no vestibular da disciplina na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Hoje, ele afirma que faria diferente na sala de aula.

Raphael comenta que dividiria a aula em três blocos: o primeiro para aula expositiva, segundo para discussão em grupo e terceiro para que o aluno individualmente buscasse apoio da tutoria. “No terceiro bloco, ele viraria protagonista da própria educação”, explica.

Pesquisa mostra que áreas de exatas seguem sendo a maior dificuldade dos alunos na pandemia

De acordo com pesquisa feita pela plataforma de aprendizagem TutorMundi, das quase sete mil aulas ministradas dentro do aplicativo, durante o primeiro trimestre de 2021, as dúvidas relacionadas à números e fórmulas foram as mais frequentes, sendo: matemática com 32,6%, física (21,4%) e química (14,7%).

Embora em menor quantidade, as dificuldades relacionadas à área de humanas e biológicas também são frequentes, destaque para redação (13,7%), português (5,4%) e biologia (5,3%). As dúvidas menos frequentes aparecem nas disciplinas de geografia, história e filosofia com (3,3%), (2,5%) e (1,1%) respectivamente.

Entretanto, segundo o CEO da startup, Raphael Coelho, o que mais impressiona não é o fato das disciplinas de exatas serem as mais citadas, mas analisar que as maiores dúvidas estão nos conteúdos básicos. “Quando a gente mergulha nessas dúvidas as maiores dúvidas são em matemática básica, sendo que a maioria dos nossos alunos são de ensino médio”, comenta.

Na língua portuguesa, apesar de ser uma área menos citada, as dificuldades mais relatadas foram em relação à interpretação de texto. “Se a interpretação de texto está falha e a matemática básica está falha, é o fim para a formação do estudante”, explica o engenheiro pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Raphael acredita que a causa para esses problemas é a “uma falsa crença de que nós podemos correr atrás do tempo perdido”, o que faz com que a educação não se atente como deveria aos conteúdos base.

A plataforma também elencou as maiores dúvidas apresentadas dentro de cada disciplina. Em matemática, as principais dificuldades são com equações elementares (44%), seguido por trigonometria (10%), ângulos (9%), conjuntos (9%).

Em física, a dúvida mais recorrente é sobre conceitos básicos de cinemática que tem 30% dos resultados, seguida por movimentos circulares (19%). Em química, a maior dificuldade é em química orgânica (30%), química geral e inorgânica (18%), e estequiometria (17%).

Educadores desabafam sobre o desafio de educar na pandemia

Em 2021, o dia da educação traz uma nova perspectiva sobre a reflexão a respeito dos desafios enfrentados no setor. Após mais de um ano em casa, os professores continuam tendo que se adaptar e se reinventar no dia a dia das aulas.

Confira os comentários de educadores sobre a importância da educação em tempos de pandemia:

  • 'O aprendizado, o desenvolvimento da linguagem, o desenvolvimento do raciocínio e a possibilidade de convivência com outras pessoas são oportunidades muito ricas na escola', afirma Juliana Bueno, professora de português, história do Brasil e diversidade na Camino School
    “O aprendizado, o desenvolvimento da linguagem, o desenvolvimento do raciocínio e a possibilidade de convivência com outras pessoas são oportunidades muito ricas na escola”, afirma Juliana Bueno, professora de português, história do Brasil e diversidade na Camino SchoolArquivo Pessoal

Professores precisam de capacitação

A superintendente do Itaú Social, Angela Dannemann, destaca o trabalho dos professores e redes que se reinventaram juntos, apesar das dificuldades, para começarem as aulas remotas.

Segundo uma pesquisa feita pelo Instituto Península, os docentes acreditam que o futuro da educação será presencial, mas o regime híbrido veio para ficar. Para que isso ocorra de maneira efetiva, é preciso investir na capacitação desses professores.

“A formação existe para melhor uso das tecnologias dedicadas à pedagogia. Não é pedagogia servindo a tecnologia, mas a tecnologia servindo a pedagogia para os professores se adaptem mais facilmente”, reforça.

Para auxiliar os profissionais de educação a se aperfeiçoarem constantemente, o Serviço Nacional de Aprendizagem (Senac) oferta diversas capacitações a distância. Acesse a programação completa de cursos do Senac EaD no site.

*Estagiárias sob supervisão da editora Ana Sá

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Movimenta Pebas exibe espetáculos de dança da Escola do Grupo Corpo

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A etapa de dança do Movimenta Pebas está de volta. A Escola do renomado Grupo Corpo, parceira do projeto, promove três espetáculos virtuais nos meses de maio e junho, disponibilizados gratuitamente pelo canal no Youtube do projeto, que conta com o patrocínio da Vale via Lei de Incentivo à Cultura. A abertura da programação trará a apresentação de dança clássica, será na próxima semana, de 18 a 24/05. Entre 25 e 31/05, será a vez da dança contemporânea. As atividades da etapa se encerram com a apresentação de espetáculo infantil, de 1 a 8/06.

Os temas das apresentações foram trabalhados durante o ano nas aulas e nas atividades complementares da escola. Os roteiros, coreografias, cenários, trilhas sonoras, iluminação e figurinos foram desenvolvidos pela direção, equipe de professores e artistas convidados. O espetáculo de dança clássica, baseado no balé Pulcinella (1920), do russo Léonide Massini, usa trechos da trilha sonora original de Igor Stravinski, para fazer uma releitura inspirada na estética da cultura nordestina.

O espetáculo de dança contemporânea “Você tem fome de quê?” aborda o drama da fome em nosso contexto social – o consumismo, os excessos e os vazios, as fomes objetivas e subjetivas. Já o espetáculo infantil traz, inspirado no teatro de bonecos, a visão das crianças sobre o mundo e a vida.

“O Movimenta Pebas mobilizou a classe artística de Parauapebas e a população em torno de diversos campos da arte. Agora, vamos coroar esta etapa do projeto com as apresentações da Escola de Dança do Grupo Corpo. Afinal, arte e cultura são puro movimento”, comemorou o coordenador e curador do projeto, Gilberto Scarpa.

Projeto oferece programação diversificada
Patrocinado pela Vale em 2020, e adaptado para promover ações também durante a pandemia, o Movimenta Pebas oferece programação diversificada e totalmente gratuita à população nas áreas de teatro, dança, música, audiovisual e artes plásticas. O projeto também investe na produção e na capacitação dos artistas locais, impulsionando a rede produtiva da cultura e gerando renda.

Em parceria inédita com a Corpo Escola de Dança, do Grupo Corpo, uma das mais renomadas companhias de dança do planeta, o Movimenta Pebas promoveu cursos on-line de balé clássico, dança contemporânea, danças populares brasileiras e história da dança para jovens e adultos, entre julho e novembro de 2020. Todas as 230 vagas disponibilizadas foram preenchidas.

Centenas de internautas também participaram de aulas abertas de dança livres, que foram transmitidas pela plataforma Youtube no ano passado.

O Movimenta Pebas já selecionou, por meio de dois concursos culturais, cinco peças teatrais de curta duração, que estão sendo montadas e gravadas com recursos do projeto, e selecionou, produziu e lançou dez videoclipes com músicas inéditas de compositores de Parauapebas. O projeto está promovendo, de modo on-line, dois cursos sobre a história do Cinema, uma mostra de curtas-metragens, e lançou edital de seleção para o programa de residência artística em artes plásticas, com foco em desenho e pintura.

O Movimenta Pebas tem patrocínio da Vale, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, apoio da Prefeitura Municipal de Parauapebas, Secretaria Municipal de Cultura, através do Centro Cultural de Parauapebas – CCP e Instituto Vivas, e é realizado pela Vivas Cultura e Esporte, Ministério do Turismo e Secretaria Especial da Cultura – Governo Federal.

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Educação

FNDE repassa recursos a escolas para compra de livros didáticos

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O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia federal vinculada ao Ministério da Educação (MEC), realizou o pagamento de R$ 115,2 milhões referentes à aquisição de livros destinados às escolas públicas de educação básica por meio do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD). Os valores se referem ao mês de abril e constam do Balanço Mensal de Ações do FNDE, divulgado pelo próprio Fundo nesta segunda-feira (17).

O PNDL é uma ação do MEC em parceria com o FNDE, que visa avaliar e disponibilizar obras didáticas, pedagógicas e literárias, entre outros materiais de apoio à prática educativa, de forma sistemática, regular e gratuita, às escolas públicas de educação básica das redes federal, estaduais, municipais e distrital, e também às instituições de educação infantil comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos e conveniadas ao poder público.

Para participar do programa, as redes de ensino municipal, estadual, distrital e as escolas federais, representadas por seus dirigentes, devem formalizar adesão manifestando o interesse em receber os materiais do PNLD e comprometendo-se a executar as ações previstas, de acordo com a legislação. As redes de ensino e escolas federais que já têm adesão formalizada não precisam repetir o processo.

Edição: Denise Griesinger

Publicado em 17/05/2021 – 17:12 Por Agência Brasil – Brasília

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ENEM 2021

Inep diz estar “engajado” para que Enem seja realizado em 2021

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O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) informou, em nota, que pretende realizar as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021 este ano. A autarquia afirmou que tem orçamento suficiente para isso e que está concluindo o processo de planejamento e elaboração do cronograma do exame. “A data vai ser verificada de acordo com o andamento da pandemia”, disse o ministro da Educação Milton Ribeiro, em entrevista a jornalistas. 

Questionado se há a possibilidade do Enem 2021 ser aplicado em 2022, o Inep diz que está “engajado para que as provas sejam realizadas ainda neste ano”. Ribeiro enfatizou que, assim como houve um esforço para que houvesse a prova do Enem 2020, adiada para 2021, “o de 2021 teremos sim, com toda certeza”, enfatizou.

A nota acrescenta, no entanto: “não há, ainda, confirmação sobre a data de realização das etapas, com exceção do período para solicitação de isenção e justificativa de ausência”. Esta fase está prevista em edital publicado separadamente, de acordo com a autarquia, para facilitar a compreensão das regras específicas de gratuidade e evitar que haja problemas na homologação da inscrição dos interessados em realizar as provas. O prazo é de 17 a 28 de maio.

O Inep diz ainda que “tentar antecipar a divulgação da data de realização do exame com base em documentos preparatórios é desinformar a população”. Segundo o Inep, todas as informações sobre o exame serão publicadas nos editais, assim que houver as definições necessárias.

Por conta da pandemia, o Enem 2020 foi adiado para 2021. O exame, realizado em janeiro e fevereiro deste ano, registrou as maiores taxas de abstenção. Para a edição de 2021, a autarquia afirma que busca “excelência no processo de planejamento, com o intuito de atender a todos os requisitos sanitários e garantir uma aplicação segura a todos os envolvidos, desde sua elaboração”.

Realizado anualmente, o Enem é o maior exame para ingresso no ensino superior do país, contando com milhões de inscrições em todo o território nacional. As notas do Enem podem ser usadas para participar de programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Matéria alterada às 17h15 para acréscimo de informação.

Edição: Aline Leal

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